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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Trens caros e podres

O trem da vida
Os escândalos em torno dos carteis industriais devem ter aberto os olhos dos brasileiros para as soluções milagrosas, lobbies e esquemas que no Brasil têm criado custos absurdos, mais ainda quando as decisões não seguem critérios adequados de análises, pesquisas, prioridades e opções técnicas.
A boa e honesta Engenharia brasileira está contaminada. Sua fragilidade cria o voluntarismo técnico, argumentos levianos e decisões deploráveis, prejudicando tudo e todos, desde o contribuinte até o mais humilde usuário.
 Qualquer grande projeto precisa ser lastreado por inúmeros estudos de alternativas e na opção por uma delas seguir uma sequência de mais estudos, pesquisas, anteprojetos, ensaios, avaliações, debates com a população, as pessoas atingidas pelas obras e finalmente a construção de forma tão rápida quanto possível (nada pior do que uma obra excessivamente demorada). Finalmente, tudo feito vem a operação, os cuidados, as boas equipes operacionais, ferramentas otimizadas etc.
No ziguezague financeiro e econômico do Brasil e do Mundo a cautela é essencial. Já passamos por períodos extremamente desastrosos por efeito de planos e decisões mal feitos. As crises do petróleo implodiram o Brasil Maravilha, quando nossas autoridades estimaram mal suas consequências.
Os exemplos da década de setenta deveriam ter ensinado nossos governantes. Vimos nesses anos após 1983 uma sequência raramente interrompida de ausência de lógica. Avançamos, graças à liberdade de comunicação e agora por efeito das redes sociais e o mundo novo da tecnologia, falta alguma coisa, contudo, e isso talvez seja o resultado dos traumas e vícios adquiridos nessas décadas.
No meio técnico vemos e ouvimos profissionais simplesmente querendo isso ou aquilo, coisinhas de bilhões de dólares...
Não é assim, não pode ser assim num Brasil onde há muito a ser feito a favor da Educação, Saúde, Segurança etc. do povo brasileiro. Precisamos de uma escala de prioridades e valores, estratégias e metas, acima de tudo recursos e determinação para a construção do comportamento e saúde física e mental de nossa gente.
Trens? Metrôs?
Alguém nessa altura dos acontecimentos se sente seguro do que nossas autoridades propagam?
Infelizmente as dúvidas éticas são monumentais, precisamos ganhar tempo e transparência total para podermos “votar” numa ou noutra solução.
No transporte coletivo urbano, em Curitiba, pelo menos, podemos esperar alguns anos aproveitando-os para aprofundar estudos e preparativos para sistemas complementares. De imediato pode-se fazer muito para o aprimoramento do transporte coletivo com ônibus.
Algo mais?
Com certeza um anel, se possível em VLT para aproveitar ao máximo circuitos elevados e túneis caros, mas necessários, criando uma solução que reduzirá a demanda pelos sistemas atuais em trechos congestionados.
Mais ainda? Com certeza, automação, tele monitoramento, operação online, boa tecnologia para os veículos, ampliação da segurança dentro e fora dos ônibus, boas calçadas, segurança para os pedestres etc.
Ou seja, não é momento para entrar em projetos federais, de onde o dinheiro pinga com critérios mais políticos do que técnicos. A propósito, nossos políticos fariam muito pelo povo que representam se reduzissem as atribuições federais e promovessem uma reforma fiscal justa, inteligente, radical e que viabilize as cidades brasileiras. Vivemos num Brasil surrealista que estimula a passividade e inibe o autogoverno.
Como dizem os mineiros, que trem complicado arranjaram para o Brasil...

Cascaes

13.8.2013

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